
Esta investigação utilizou amostragem aérea para quantificar a população de ursos polares na Gronelândia Este e alertar para a perda de habitat.
Tiago André Marques, docente na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL) e investigador no Centro de Estatística e Aplicações (CEAUL) e na Universidade de St. Andrews, na Escócia, realizou o primeiro censo detalhado da população de ursos polares no leste da Gronelândia.
Com recurso ao método de amostragem por distâncias em voos sobre trajetos predeterminados, a equipa de Tiago André Martes estimou que existem entre 2000 e 2500 ursos polares nesta região.
Os dados deste censo revelam uma população considerável de ursos polares, mas ainda assim vulnerável ao desaparecimento do gelo ártico, que é essencial para a caça de focas, uma das principais fontes de alimento desta espécie.
Por esse motivo, o degelo provocado pelas alterações climáticas apresenta-se como a principal ameaça para a sobrevivência desta população.
“A sobrevivência dos ursos depende da quantidade de gelo disponível, porque eles caçam focas, e as focas precisam do gelo. É no gelo que eles as caçam e, portanto, na ausência de gelo não se sabe muito bem o que é que lhes vai acontecer mesmo”, alerta.
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