Esta tecnologia utiliza luz LED para ativar nanomateriais administrados diretamente nos tumores, promovendo a morte das células cancerígenas de forma precisa e com baixa toxicidade.
Artur Moreira Pinto, investigador na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), está a desenvolver um novo nanomaterial que poderá ser usado no tratamento do cancro.
Este tratamento consiste na administração direta dos nanomateriais no tumor, seguida da incidência de luz LED, o que desencadeia a morte das células malignas.
Nesta investigação estão a ser usados modelos tumorais tridimensionais vascularizados que simulam o comportamento de um tumor no interior do corpo humano.
Até ao momento, a equipa de Artur Moreira Pinto obteve resultados positivos em linhas celulares de cancro da pele, colorretal, pulmão e mama.
Um dos aspetos cruciais deste projeto é a demonstração de que estes nanomateriais não são tóxicos, facilitando a futura aprovação regulamentar para ensaios clínicos em ambiente hospitalar.
Segundo o investigador, o uso de sistemas LED, por serem dispositivos de baixo ou médio risco, poderá acelerar a implementação destes tratamentos em comparação com o uso de sistemas laser convencionais.
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