O objetivo é identificar a presença de toxinas em bivalves antes de estes chegarem ao mercado.
Bernardo Albuquerque, investigador no Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL), está a desenvolver um sensor portátil para detetar a presença de algas tóxicas na produção de bivalves, no âmbito do Pacto da Bioeconomia Azul.
A presença de algas tóxicas em produções de bivalves, como o mexilhão e a amêijoa em alto-mar, podem constituir um grave problema de saúde pública.
Nesse sentido, a equipa de Bernardo Albuquerque está a desenvolver compósitos híbridos que combinam quimiorrecetores orgânicos que absorvem as toxinas com nanopartículas de ouro que funcionam como antenas de deteção.
O objetivo do projeto é integrar estes materiais num protótipo portátil que permita monitorizar as águas e os bivalves fora do laboratório, garantindo a segurança dos produtos no mercado e prevenindo a ocorrência de intoxicações alimentares.
O Pacto da Bioeconomia Azul é uma agenda mobilizadora financiada pelo Programa de Recuperação e Resiliência (PRR).
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