Este projeto combina microengenharia e microscopia de super-resolução para recriar o tecido pulmonar e usá-lo para observar como as bactérias invadem as células humanas.
Raquel Portela, investigadora no Intracellular Microbial Infection Biology Laboratory (IMIB) no ITQB NOVA, está a desenvolver um “pulmão em chip” para estudar bactérias multirresistentes a antibióticos.
A investigadora conduz uma linha de investigação centrada na bactéria Staphylococcus aureus, um agente patogénico associado a infeções hospitalares e com uma forte prevalência de resistência a antibióticos, que lhe confere uma taxa elevada de mortalidade.
Para além disso, mais recentemente Raquel Portela integrou uma equipa que está a estudar a bactéria Legionella pneumophila, responsável pela doença dos legionários, uma das infeções respiratórias mais graves em humanos.
Para superar as limitações dos modelos biológicos convencionais, esta equipa está a implementar uma plataforma avançada de “pulmão em chip”.
Este dispositivo procura mimetizar de forma fidedigna o ambiente celular dos pulmões, integrando culturas de células específicas, fluxo e perfusão sanguínea contínuos, e a exposição direta ao ar e ao oxigénio.
Ao acoplar esta plataforma a sistemas de microscopia de super-resolução, os cientistas conseguem examinar a atividade intracelular e acompanhar o comportamento dinâmico das bactérias quando estas penetram nas células pulmonares.
No futuro, a equipa de Raquel Portela pretende estabelecer este modelo como uma ferramenta padrão para a análise de infeções hospitalares, estendendo esta tecnologia a outras bactérias e ao estudo de novas terapias.
O desenho desta plataforma oferece ainda a flexibilidade de introduzir células primárias colhidas diretamente de doentes com doenças específicas, o que permite estudar infeções respiratórias de forma personalizada.
Saiba mais sobre a investigadora em: Linkedin | Researchgate | Google Scholar | ITQB NOVA
