Esta investigação propõe realizar um mapeamento georreferenciado do património construído e dos eventos culturais nas estações polares da Antártida.
Gerusa Radicchi, investigadora no Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA) do ISCTE-IUL, está a desenvolver o projeto ALIGHT com o objetivo de estudar a dinâmica cultural das comunidades científicas na Antártida.
Esta iniciativa surgiu com intuito de colmatar uma lacuna existente na literatura científica no que diz respeito ao estudo do desenvolvimento e das dinâmicas culturais das comunidades que habitam temporariamente as estações de investigação na Antártica.
Segundo Gerusa Radicchi, um dos principais resultados deste projeto vai passar pela produção de um mapa cultural destas comunidades.
Para tal, esta equipa está a usar uma metodologia que assenta na adaptação do programa Arches, uma aplicação desenvolvida pelo Getty Conservation Institute que se foca no registo e no mapeamento georreferenciado de património cultural construído, como edifícios e monumentos.
O grande desafio desta investigação passa por adaptar esta ferramenta digital para que ela consiga ancorar e registar as manifestações culturais imateriais e quotidianas que ocorrem nas estações polares.
Gerusa Radicchi sublinha que, dada a natureza ambiciosa e inovadora do projeto, este se encontra ainda numa fase exploratória, tendo para já como meta principal definir o modelo metodológico de como este mapeamento cultural pode ser efetuado na Antártida.
O projeto ALIGHT – Antarctic Living Heritage é financiado pela Comissão Europeia no âmbito das ações Marie Curie.
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