Este inseto está a ser usado como agente de controlo biológico para conter a propagação da acácia-de-espigas, uma espécie invasora presente na costa portuguesa.
Liliana Neto Duarte, investigadora no Centro de Ecologia Funcional (CFE) da Universidade de Coimbra (UC) e na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra (ESAC), estuda o impacto da introdução de um agente de controlo biológico na gestão da acácia-de-espigas nos ecossistemas dunares.
A acácia-de-espigas (Acacia longifolia) é uma espécie invasora oriunda da Austrália que se tem propagado pela costa portuguesa.
Para travar a propagação desta espécie foi introduzido em 2015 um agente de controlo biológico, um pequeno inseto galhador, o Trichilogaster acaciaelongifoliae, também originário da Austrália, que é conhecido por formar galhos nos ramos da acácia, impedindo a sua floração e reduzindo de forma drástica o número de frutos e de sementes que esta produz.
Os trabalhos de monitorização deste agente revelam que cinco anos após a sua introdução, a produção de sementes da acácia reduziu em cerca de 98%, sendo que aos dez anos é possível verificar a ausência quase total de sementes em muitos dos locais monitorizados.
Liliana Neto Duarte sublinha que a conjugação do controlo biológico com intervenções mecânicas de corte permite conter a expansão desta espécie invasora e criar condições para a recuperação da vegetação nativa das dunas.
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