Este estudo está a analisar a forma como esta bactéria se organiza na nasofaringe para desvendar os mecanismos biológicos que levam a uma infeção grave.
Carina Valente, investigadora no ITQB NOVA, estuda como a bactéria Streptococcus pneumoniae pode dar origem a uma doença respiratória grave.
Esta bactéria, vulgarmente conhecida como pneumococo, é uma bactéria que coabita naturalmente com o organismo humano e que pode ser encontrada na nasofaringe, uma região do nosso corpo localizada entre o nariz e a garganta.
O pneumococo pode residir nesta região durante muito tempo sem causar qualquer sintoma, num estado designado por colonização silenciosa.
Apesar deste estado não apresentar qualquer sintoma de doença, é importante estudá-lo pois é durante o período de colonização que esta bactéria se transmite de pessoa para pessoa.
Além disso, é a partir deste estado de equilíbrio que este microrganismo pode, em determinadas circunstâncias, transitar para um estado de infeção grave.
Embora a evolução desta infeção para doença não seja muito comum, a sua taxa de mortalidade a nível global é muito alta, daí ser importante compreender os gatilhos biológicos que levam a que isso aconteça.
Na nasofaringe, o pneumococo não vive disperso de forma isolada, ele organiza-se em estruturas complexas chamadas de biofilmes. Nestes biofilmes, a bactéria adere às células epiteliais do hospedeiro e estabelece interações quer com os tecidos humanos, quer com outras bactérias residentes no mesmo meio.
O trabalho de Carina Valente foca-se então em desvendar como este estilo de vida se processa, quais os mecanismos envolvidos na formação dos biofilmes, e de que forma esta organização celular pode promover ou impedir a transição da bactéria para uma infeção clínica grave.
Saiba mais sobre a investigadora em: Linkedin | Researchgate | Google Scholar | ITQB NOVA
