
Esta tecnologia usa cenários imersivos em ambientes de realidade virtual para ensinar a componente de listening na língua inglesa.
Luciana Bessa, professora na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e investigadora no CITCEM e no INESC TEC, está a estudar o uso de realidade virtual no ensino de inglês.
No âmbito do MASSIVE, um laboratório de realidade virtual estabelecido em parceria entre o INESC TEC e a UTAD, está a ser desenvolvida uma investigação dedicada ao ensino, treino e aprendizagem de competências verbais e orais em aulas de língua estrangeira, mais especificamente em inglês.
A ideia é usar cenários imersivos em ambientes de realidade virtual para melhorar o treino da componente de listening.
Esta investigação pretende comparar os resultados obtidos pelos alunos com recurso a esta tecnologia com os obtidos através das tradicionais abordagens por via do áudio.
O listening é vulgarmente praticado através da ferramenta do áudio, onde o aluno apenas tem que se focar naquilo que está a ser transmitido por um rádio, ou por um aparelho de som, sem acesso a pistas visuais.
Isto faz com que seja mais difícil para o aluno compreender o contexto do cenário que está a ouvir, especialmente quando este envolve pronúncias ou sotaques com os quais o aluno não está familiarizado.
O uso de realidade virtual permite que o aluno aceda a pistas visuais que não estão disponíveis nas abordagens convencionais com recurso apenas ao áudio.
Desta forma o aluno pode experienciar cenários de forma virtual que não só o ajudam a compreender o contexto, como geram níveis mais altos de satisfação, de motivação, e também de retenção do conhecimento.
Esta técnica começou a ser testada em 2019 com um pequeno grupo de alunos do Instituto de Inglês de Vila Real.
Entretanto, foram realizadas experiências alargadas com alunos do ensino superior, quer da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, como do Instituto Politécnico do Porto.
O objetivo destas experiências é conseguir um maior número de dados que permitam dar pistas sobre como melhorar esta abordagem para que esta tecnologia possa vir a ser implementada num futuro próximo no ensino de inglês ou de outras línguas.
Saiba mais sobre a investigadora em: UTAD | CITCEM | INESC TEC
