
Uma bateria de estado sólido é uma bateria sem componentes líquidos. Estas baterias são mais resistentes e seguras, e têm uma duração superior às baterias convencionais.
João Vareda, investigador no Centro de Engenharia Mecânica, Materiais e Processos (CEMMPRE) da Universidade de Coimbra (UC), está a desenvolver um material à base de sílica para ser aplicado em baterias de estado sólido.
Atualmente, as baterias de estado sólido disponíveis no mercado são baterias de lítio-polímero. Embora estas já possam ser chamadas de baterias de estado sólido, elas continuam a ter uma grande quantidade de compostos químicos inflamáveis.
Ou seja, embora tenham esse nome, estas baterias ainda não são aquilo que a indústria e os consumidores esperam que seja uma bateria de estado sólido.
A promessa de futuro desta tecnologia é ter cada vez mais materiais sólidos para superar a desvantagem da inflamabilidade e prevenir a decomposição térmica destes componentes. Desta forma será possível ultrapassar as principais desvantagens dos eletrólitos líquidos substituindo-os por sólidos.
É aqui que entra o trabalho de João Vareda que está a desenvolver um material composto por sílica para substituir estes eletrólitos líquidos em baterias de estado sólido.
Este material apresenta uma grande estabilidade química, e uma grande estabilidade térmica. Não se degrada, não liberta gases, e não se incendeia. E, acima de tudo, é um sólido.
Estas características permitem desenhar uma bateria mais segura do que as que existem no mercado, pois mesmo depois deste material ser dopado com um polímero, todo ele é seco, e não precisa de plasticizantes, nem de outros compostos orgânicos que sejam altamente inflamáveis.
“Nada disso é introduzido na rede. É um material sólido que está cheio de bolsas de ar e que mesmo assim tem capacidade para conduzir iões. Este material poderá eventualmente ser utilizado como um eletrólito para uma bateria sólida”, explica.
Saiba mais sobre o investigador em: Researchgate | UC
