
CIGS (cobre-índio-gálio-selénio) é um dos principais materiais atualmente usados na fabricação de células fotovoltaicas de filmes finos.
Joaquim Leitão, professor no Departamento de Física da Universidade de Aveiro (UA) e investigador no i3N, está a estudar o comportamento de células solares de filmes finos em ambiente espacial.
Este material tem um bom coeficiente de absorção de luz solar, e permite o uso de camadas mais finas do que as que seriam necessárias com outros tipos de materiais semicondutores.
O primeiro objetivo deste trabalho foi investigar a forma como as células solares CIGS respondem à irradiação com protões numa gama de energias relativamente baixa, enquanto o segundo objetivo passou por estudar metodologias de recuperação destas células solares que fossem compatíveis com o ambiente espacial.
Uma célula solar colocada no espaço está sujeita a irradiação por diferentes tipos de partículas. Esta radiação causa defeitos ao nível atómico e isto vai se traduzir numa diminuição do seu desempenho energético.
Os CIGS têm uma capacidade natural de autorreparação mesmo quando expostos a radiação.
Isto significa que alguns dos defeitos que possam surgir nestas células podem desaparecer com o tempo, o que faz dos CIGS uma mais-valia para o uso em satélites.
Neste trabalho a equipa de Joaquim Leitão está a explorar essa capacidade de autorreparação dos CIGS adicionando uma metodologia que permite promover a recuperação dos danos que a célula solar sofre no ambiente espacial.
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