Estes resíduos estão a ser testados em formulações para construção usando técnicas de impressão 3D.
Bárbara Rangel, arquiteta e docente na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e investigadora no CONSTRUCT e no Centro de Estudos de Arquitetura e Urbanismo (CEAU) da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP), está a estudar o uso de resíduos para diminuir a pegada ecológica do betão.
“O cimento continua a ser o material de eleição para fazer a ligação de todos os componentes do betão, mas nós andamos a tentar que na receita da impressão 3D seja possível reduzir o cimento e retirar por completo os agregados naturais, substituindo-os por resíduos”, explica.
Isto já foi feito com resíduos de tijolo, pó de mármore, pó de granito, pó de vidro, e inclusive com escória, um resíduo que resulta da queima de lixo urbano.
O objetivo é utilizar estes materiais na impressão 3D, não só para reduzir a quantidade de cimento, mas também como uma forma de explorar a tectónica do edifício.
A ideia é que ao incorporar materiais que de outra forma iriam para o lixo, seja possível explorar novas cores, texturas, e brilhos, que permitam melhorar as características da impressão 3D e reduzir a pegada ecológica decorrente da utilização do cimento.
Saiba mais sobre a investigadora em: Linkedin | Researchgate | Google Scholar | FEUP
