Este estudo abrange o período entre o início da guerra colonial (1961) e a queda da União Soviética em (1991).
Bruno Madeira, investigador no Lab2PT – Laboratório de Paisagens, Património e Território e professor no Departamento de História do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho (UM), está a desenvolver o projeto AgitProp, uma iniciativa que visa analisar as transformações que ocorreram antes e após o 25 de Abril.
Este projeto foca-se sobretudo no pós-independência, tendo como um dos seus níveis de análise os processos de transformações sociais, políticas, e económicas que ocorreram no Minho, em particular nos distritos de Braga e de Viana do Castelo.
A ideia é olhar para um espaço temporal entre 1961 e 1991 para procurar compreender como estas transformações se foram desenvolvendo nesta região que, apesar de não ter tido eventos como a ocupação de edifícios e de terrenos agrícolas, viu na revolução a oportunidade para dotar as suas populações de infraestruturas básicas de existência, como o acesso a água potável, a eletrificação das duas habitações, e a construção de escolas, centros de saúde, piscinas, e espaços de convívio.
O pós-25 de Abril trouxe ao Minho uma outra dinâmica que permitiu modernizar e democratizar a região, e é este um dos aspetos que Bruno Madeira está a estudar.
Este trabalho vai também analisar o pós-independência nas ex-colónias portuguesas que hoje fazem parte dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), assim como a posição geopolítica de Portugal durante a Guerra Fria.
O projeto AgitProp tem como título As imagens e as coisas: agitação e propaganda em tempos de guerra fria e revolução africana – Portugal e os PALOP (1961-1991).
Saiba mais sobre o investigador em: Linkedin | UM | Lab2PT
