Esta investigação pretende compreender como diferentes modalidades de exercício podem funcionar como um “medicamento” na prevenção e controlo da progressão tumoral.
Paula Oliveira, professora no Departamento de Ciências Veterinárias da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e investigadora no CITAB – Centro de Investigação e Tecnologias Agroambientais e Biológicas, coordena um projeto que visa avaliar o potencial terapêutico do exercício físico no cancro da bexiga.
O estudo foca-se em dois exercícios distintos: um exercício de resistência, que consiste na realização de percursos em passadeira a velocidade constante, e um exercício de força, executado através da subida de escadas com carga acoplada.
Estes protocolos são aplicados num modelo pré-clínico que utiliza animais de laboratório, selecionados por mimetizarem de forma fidedigna as características do cancro da bexiga em humanos.
Um dos pontos centrais da investigação é o estudo do dimorfismo sexual, ou seja ao utilizar animais de ambos os sexos, a equipa pretende perceber se o género influencia a eficácia do tratamento.
“Queremos tentar compreender qual dos dois tipos de exercício, sendo macho ou sendo fêmea, tem melhor efeito terapêutico, ou seja, tentarmos perceber até que ponto o exercício se torna um medicamento”, explica.
O objetivo global do projeto passa por identificar os mecanismos biológicos subjacentes à prática de exercício físico, procurando determinar como esta atividade pode prevenir o aparecimento ou travar a evolução do cancro.
Esta abordagem integrada permitirá obter dados sobre a eficácia de intervenções não farmacológicas na gestão de doenças oncológicas, contribuindo para uma compreensão mais profunda da relação entre o esforço físico e a resposta tumoral.
Saiba mais sobre a investigadora em: Researchgate | Google Scholar | UTAD | CITAB
