Esta investigação utiliza ressonância magnética e análise de grandes dados para estudar como a redução de uma enzima específica pode proteger a memória e a cognição.
Tiago Gil Oliveira, professor na Escola de Medicina da Universidade do Minho (UM), investigador no ICVS – Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde, e neurorradiologista no Hospital de Braga, centra o seu trabalho na identificação das regiões do cérebro mais suscetíveis ou resistentes aos processos neurodegenerativos da doença de Alzheimer.
Através do estudo de ressonâncias magnéticas e da análise de grandes volumes de dados (big data), a equipa de Tiago Gil Oliveira identificou assinaturas específicas ao nível do lipidoma, o conjunto de moléculas de lípidos presentes no cérebro, que diferenciam as áreas afetadas por esta doença.
O foco desta investigação recai agora sobre a fosfolipase D2 (PLD2), uma enzima que altera a composição dos lípidos no cérebro.
A partir de modelos animais que mimetizam as formulações tóxicas observadas nos doentes, os investigadores verificaram que a redução dos níveis desta enzima parece exercer um efeito protetor.
O objetivo é compreender como a manipulação da PLD2 pode mitigar as alterações cognitivas e a perda de memória, fornecendo alvos terapêuticos inovadores para combater a progressão da doença.
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