Esta investigação utiliza uma técnica de impressão molecular para criar nanopartículas capazes de aplicar forças físicas controladas sobre proteínas, abrindo portas ao combate da dor e à regeneração de tecidos.
Rui Domingues, investigador no Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL), está a desenvolver “anticorpos sintéticos” para o tratamento e a regeneração de tendões no âmbito do projeto FORTIFy.
A ideia para esta investigação nasceu do trabalho desenvolvido pela equipa de Rui Dominges na área da regeneração de tendões, com o intuito de encontrar terapias que permitissem a regeneração destes tecidos ou, em alternativa, criar tecidos artificiais in vitro que pudessem ser utilizados em transplantes.
Para alcançar este objetivo, esta equipa recorre a uma tecnologia avançada denominada de impressão molecular. Esta técnica permite o desenvolvimento de “anticorpos sintéticos”, que consistem em nanopartículas desenhadas especificamente para reconhecer epítopos (regiões específicas) de determinadas proteínas.
Ao programar estas nanopartículas para se ligarem a um ponto exato de uma molécula, Rui Domingues acredita que será possível controlar a sua atividade.
O projeto Fortify pretende assim incorporar nanopartículas magnéticas no interior destes anticorpos sintéticos com o objetivo de ativar a ação dos anticorpos através da aplicação de um campo magnético externo.
Esta investigação pretende estudar não apenas as células do tendão em si, mas também toda a rede de células envolvida nesta doença, incluindo as do tecido vascular, do sistema imunitário, e do sistema nervoso, que são as responsáveis pela sinalização da dor sentida pelos pacientes.
O projeto FORTIFy – Gating cell force sensors with tailor-made nanoswitches to restore tendon tissue function é financiado pelo Horizon Europe.
Saiba mais sobre o investigador em: Linkedin | Researchgate | Google Scholar | INL
