A ideia é promover um modelo ativo de autoavaliação focado no sucesso dos alunos.
Joana Sousa, investigadora no Centro de Investigação em Educação (CIEd) da Universidade do Minho (UM) e coordenadora do Observatório de Autoavaliação de Escolas, está a desenvolver um modelo que visa promover a autoavaliação em rede colaborativa das escolas.
O Observatório de Autoavaliação de Escolas analisa as dinâmicas, as capacidades e os efeitos que as escolas têm no contexto da avaliação institucional externa das escolas, que está sobre a responsabilidade da Inspeção Geral da Educação e Ciência.
O objetivo deste observatório não passa apenas por partilhar conhecimento científico sobre a avaliação institucional das escolas, mas também apoiar uma rede de 37 escolas parceiras no sentido de promover a autoavaliação como um motor vivo para melhorar a aprendizagem dos alunos e as práticas dos professores, em vez de um instrumento burocrático ou uma “corrida aos rankings”.
Com base no conhecimento desenvolvido ao longo da última década, este observatório criou o MARC, um modelo de autoavaliação em rede colaborativa que propõe que as escolas olhem para si próprias de forma crítica, reduzindo a burocracia e ativando uma liderança distributiva para a aprendizagem a partir do interior da própria escola.
Este observatório tem também como objetivo mapear as dinâmicas reais das equipas escolares que se dedicam à autoavaliação e através de uma metodologia de cocriação, dar vida a comunidades de prática para uma monitorização autónoma.
Estão também a ser desenhados workshops e seminários com base na conversão das evidências científicas em ações de formação acreditada para professores.
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