Este projeto pretende desenvolver um quadro de referência para o uso de sistemas de inteligência artificial generativa, como o ChatGPT, no ensino de ciências.
Margarida Marques, investigadora no Centro de Investigação em Didática e Tecnologia na Formação de Formadores (CIDTFF) da Universidade de Aveiro (UA), está a desenvolver o projeto GAI-SciTeach com o intuito de avaliar o uso de inteligência artificial generativa no ensino de ciências no ensino básico e secundário.
Esta iniciativa está direcionada para a formação de alunos do sétimo ao décimo segundo ano, mas também para a formação de futuros professores de ciências.
Neste momento está a ser realizada uma revisão de literatura que visa procurar saber aquilo que se faz e que se escreve sobre a inteligência artificial generativa na educação de ciências, seja ela aplicada no desenvolvimento de avaliação, no planeamento de aulas, ou na geração de feedback construtivo para apoiar a aprendizagem dos alunos.
“Há toda uma miríade de atividades que se podem desenvolver com o apoio destas tecnologias, que nós pretendemos conhecer”, revela.
Mas Margarida Marques não está a olhar apenas para os benefícios desta tecnologia, mas também para os riscos que a ela estão associados.
É o caso da dependência e da utilização intensa de inteligência artificial generativa por parte dos alunos, como também questões de autoria, de direitos dos alunos, e da própria privacidade sobre os seus dados, algo que é especialmente mais preocupante quando se tratam de alunos mais novos.
O GAI-SciTeach – Inteligência Artificial Generativa para melhoria da Formação de Professores de Ciências: Desenvolvimento de quadro de referência é um projeto exploratório financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).
Saiba mais sobre a investigadora em: Linkedin | Researchgate | Google Scholar | UA