
Estes modelos vão permitir estudar o processo de adesão dos globos vermelhos.
Rui Travasso, professor no Departamento de Física da Universidade de Coimbra (UC) e investigador no Centro de Física da mesma universidade, está a desenvolver modelos de inteligência artificial para estudar o comportamento dos globos vermelhos em pacientes com efeitos trombóticos.
“Fomos contactados por um grupo do Instituto Gulbenkian de Medicina Molecular (GIMM) da Universidade de Lisboa, coordenado pelo professor Nuno Santos, para tentar entender qual é a forma dos glóbulos vermelhos quando eles aderem uns aos outros”, conta.
A adesão entre os glóbulos vermelhos pode acontecer quando existe uma concentração elevada de uma proteína no sangue que se chama fibrinogénio.
Este grupo de investigadores do GIMM pretende compreender como os valores elevados desta proteína podem levar à adesão entre os glóbulos vermelhos.
Pacientes onde o sangue tem maior viscosidade e mais dificuldade em fluir podem ter efeitos trombóticos, que podem levar à formação de um coágulo e eventualmente a um evento trombótico ou até mesmo a um AVC.
Esta equipa de investigação pretende perceber se estes pacientes apresentam valores mais elevados desta proteína, o fibrinogénio, e se estes valores estão relacionados com a promoção da adesão entre os glóbulos vermelhos.
Para isso, Rui Travasso está a usar técnicas de aprendizagem máquina para obter a morfologia dos glóbulos vermelhos e quantificar como essa morfologia se altera em eventos de adesão.
“Deste modo, vamos conseguir de uma forma automática analisar se o fibrinogénio realmente altera a adesão, e como é que a forma das células é alterada nestas circunstâncias”, revela.
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