Este projeto visa reduzir a captura acidental de golfinhos na pesca de arte xávega através do uso de dispositivos acústicos dissuasores nas redes.
Ana Marçalo, bióloga de pescas e investigadora no Centro de Ciências do Mar (CCMAR) na Universidade do Algarve (UAlg), coordena o MarineGuardian, um projeto que pretende reduzir a captura acidental de cetáceos na pesca tradicional.
Esta iniciativa foca-se na arte de xávega, uma prática artesanal com forte identidade cultural na costa ocidental portuguesa, onde anualmente são registadas algumas capturas involuntárias de golfinho comum.
Torna-se assim crucial monitorizar esta atividade para avaliar o impacto desta arte de pesca na mortalidade e no estatuto de conservação das populações de cetáceos ao longo da costa portuguesa.
O projeto MarineGuardian, que decorre entre 2025 e 2029, começou por identificar as praias mais críticas para a ocorrência destas capturas.
Em colaboração com os pescadores, a equipa está a testar pingers, dispositivos acústicos que, ao serem colocados nas redes, emitem sinais para dissuadir os animais de se aproximarem.
“A nossa intenção é que os golfinhos se afastem e que o pescador continue a praticar a sua arte sem correr o risco de capturar estes animais”, explica.
Esta integração procura reduzir assim o impacto da atividade humana na fauna marinha e evitar potenciais conflitos entre a pesca e a preservação de espécies vulneráveis.
O projeto MarineGuardian – Advancing Sustainable Fisheries and Marine Ecosystem Conservation in the Atlantic and Arctic Sea basin é financiado por fundos europeus no âmbito do programa Horizon Ocean.
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