Esta investigação analisa como o aquecimento e a poluição dos oceanos afetam as fases mais frágeis da vida dos peixes e as suas interações sociais.
Ana Rita Lopes, investigadora no MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), estuda os efeitos das alterações climáticas nos ecossistemas marinhos
Este projeto tem como foco as fases larvar e reprodutiva dos peixes, pois estas são consideradas os elos mais sensíveis e aqueles que determinam o sucesso de uma população.
Com o aumento da temperatura, prevê-se uma subida da necessidade energética dos peixes, afetando a sua fisiologia, o consumo de oxigénio e o seu comportamento.
Ana Rita Lopes está particularmente interessada em estudar as interações simbióticas entre anémonas e os seus simbiontes, como camarões e pequenos peixes, dos quais o exemplo mais conhecido é o peixe-palhaço.
Estas relações entre as anémonas e os seus simbiontes não só constituem a base dos ecossistemas marinhos tropicais e temperados, como são essenciais para a manutenção da biodiversidade.
“Se elas deixarem de existir, podemos ter aqui uma baixa biodiversidade nestas regiões”, alerta.
O objetivo deste estudo passa então por compreender como a poluição e o aumento da temperatura dos oceanos poderá alterar o comportamento social entre grupos taxonómicos distintos, como os peixes e as anémonas.
Saiba mais sobre a investigadora em: Researchgate | Google Scholar | MARE
