O uso da tecnologia CRISPR-Cas9 permite silenciar genes específicos e compreender como o parasita da malária consegue resistir ao tratamento.
Isabel Veiga, investigadora no ICVS – Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde na Escola de Medicina da Universidade do Minho (UM), lidera um projeto que estuda os mecanismos de resistência do parasita da malária.
Este projeto tem como foco o processo de formação da hemozoína, uma substância que o parasita cria para neutralizar o ferro livre, que é tóxico para este organismo.
Este ferro provém da degradação da hemoglobina dos glóbulos vermelhos, que o parasita consome para obter nutrientes e ganhar espaço para crescer.
O laboratório de Isabel Veiga utiliza técnicas avançadas de engenharia genética, com destaque para o sistema CRISPR-Cas9, para editar o genoma do parasita.
Esta tecnologia permite silenciar genes e marcar proteínas com fluorescência para observar a sua atuação ao microscópio.
Ao perturbar estas vias biológicas, os investigadores conseguem determinar quais os genes essenciais para a sobrevivência do parasita e identificar novos alvos terapêuticos que impeçam a sua proliferação no hospedeiro humano.
Saiba mais sobre a investigadora em: Linkedin | Researchgate | ICVS
