Esta investigação demonstrou que a pandemia teve um impacto diferenciado entre as trabalhadoras nacionais e migrantes.
Thaís Azevedo, investigadora no Centro de Línguas, Literaturas e Culturas (CLLC) da Universidade de Aveiro (UA), desenvolveu o projeto MAGENTA, com o objetivo de estudar o impacto da pandemia de COVID-19 na população de trabalhadores domésticos em Portugal continental e nas ilhas durante o ano de 2021.
Os dados recolhidos neste estudo demonstraram que 95% dos trabalhadores domésticos eram mulheres, confirmando que se trata de um setor profissional altamente feminizado.
Foi também possível identificar a existência de perfis e de impactos distintos entre as trabalhadoras durante a pandemia.
No caso das trabalhadoras de nacionalidade portuguesa, verificou-se uma predominância de idades mais avançadas e uma escassez de contratos formais de trabalho, o que fez com que a perda de horas de trabalho e de rendimentos durante a pandemia provocassem severas dificuldades a este grupo, tanto a nível pessoal, como familiar.
Por outro lado, as trabalhadoras migrantes, em geral mais jovens e com mais escolaridade, trabalharam mais horas e mantiveram rendimentos mais assegurados, tendo enfrentado, contudo, uma forte sobrecarga de trabalho e episódios de abuso laboral.
O projeto MAGENTA – Mapping Gender Inequalities in Domestic Work during the COVID-19 Pandemic in Portugal é financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).
Saiba mais sobre a investigadora em: Google Scholar | UA
