
Esta investigação utiliza a transformação genética da batateira para identificar os genes que regulam a produção de cortiça no sobreiro.
Vera Inácio, investigadora no BioISI – Instituto de Biosistemas e Ciências Integrativas da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), estuda os processos moleculares que promovem o desenvolvimento da casca do sobreiro e a produção de cortiça.
Devido ao ciclo de vida longo do sobreiro e à impossibilidade técnica de realizar a sua transformação genética em laboratório, a investigadora escolheu usar a batateira como modelo biológico alternativo.
A escolha desta planta deveu-se ao facto de a pele da batata ser formada pelo mesmo tipo de células que compõem a casca do sobreiro.
Desta forma, a equipa de Vera Inácio pode introduzir alterações genéticas na batateira para analisar a função de genes chave envolvidos no controlo do desenvolvimento dos tecidos, e assim avaliar como estes modelam a diferenciação celular, com especial foco em reguladores epigenéticos.
Os dados gerados na batateira podem depois ser transpostos para a análise das populações naturais de sobreiros.
O objetivo deste projeto não é fazer uma edição genética do sobreiro, mas sim identificar os genes associados a uma maior ou menor espessura da cortiça.
Este conhecimento irá permitir comparar o perfil genético de diferentes árvores e assim criar marcadores moleculares que permitam promover uma gestão mais sustentável do montado junto dos produtores de cortiça.
Este projeto é financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).
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