Esta equipa está a usar uma abordagem integrada para estudar como as pessoas respondem à raiva.
Liliana Capitão, investigadora no Centro de Investigação em Psicologia (CIPsi) da Universidade do Minho (UM), está a desenvolver o projeto Raiva na Mente e no Corpo, uma iniciativa que visa estudar os mecanismos fisiológicos, neuronais, e comportamentais por trás desta emoção.
Este projeto tem como objetivo caracterizar os diferentes mecanismos cognitivos, psicofisiológicos, neuronais e subjetivos da emoção da raiva, através de uma perspetiva multidimensional.
A ideia passa por caracterizar estas diferentes dimensões com o intuito de perceber como é que as pessoas percecionam pistas sociais nos outros que podem despoletar a raiva.
“Utilizamos muitas expressões faciais no nosso projeto, mas usamos também técnicas de registo psicofisiológico, onde medimos o batimento cardíaco, a transpiração da pele, e a atividade eletrodérmica, para nos indicar o quão reativas as pessoas ficam em resposta à raiva, ou quando sentem raiva”, explica.
Na componente da mente, esta equipa está interessada em perceber quais são as áreas cerebrais que estão envolvidas na resposta da raiva, e que poderão ajudar a explicar porque é que algumas pessoas têm mais predisposição para sentir raiva do que outras.
Por fim, também vai ser estudada a componente comportamental com o objetivo de olhar para a raiva nas suas diferentes vertentes, e na forma como as pessoas a expressam.
Através destas diferentes dimensões cognitivas, psicofisiológicas, neuronais e subjetivas, esta equipa pretende olhar para a raiva de uma forma integrada, algo que não tem sido muito feito na literatura.
O projeto Raiva na Mente e no Corpo foi financiado pela Fundação Bial.
Saiba mais sobre a investigadora em: Linkedin | Researchgate | Google Scholar | CIPsi
