Esta investigação alerta que a referenciação de grávidas para instituições desconhecidas gera ansiedade e pode comprometer as metas de aleitamento materno da OMS para 2030.
Arminda Pinheiro, professora e investigadora na Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho (UM), está a estudar o impacto da organização dos serviços de saúde na taxa de aleitamento materno.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza que, até 2030, o aleitamento materno deve ser garantido, pelo menos, até aos seis meses de vida.
O foco da investigação prende-se com as recentes alterações na organização dos serviços de saúde em Portugal, especificamente no modelo de referenciação de grávidas em trabalho de parto.
Atualmente, estas mulheres são frequentemente encaminhadas para instituições que desconhecem, dependendo da disponibilidade de receção no momento.
Segundo Arminda Pinheiro, este processo pode ter implicações diretas na taxa de prevalência do aleitamento materno.
“Parece-nos que estas novas organizações não estão a beneficiar que o objetivo da OMS seja atingido em 2030”, refere.
O estudo demonstra que o modelo atual cria um estado de ansiedade na mulher, o qual provoca implicações neurofisiológicas negativas na produção de leite, afetando tanto o momento inicial como os dias subsequentes.
Estes resultados sublinham a necessidade de avaliar como a estrutura logística e organizacional da saúde materna influencia o sucesso da amamentação aos seis meses, fornecendo dados importantes para a revisão de políticas de saúde e bem-estar materno-infantil.
Saiba mais sobre a investigadora em: UM
