Ao observar vulcões ativos em corpos celestes vizinhos os investigadores procuram compreender o passado geológico da Terra.
Diogo Quirino, investigador no Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IAstro) e aluno de doutoramento na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), estuda a atividade vulcânica em Vénus e em Io, uma lua de Júpiter.
Através de observações realizadas com telescópios terrestres, a equipa utiliza estes corpos como autênticos laboratórios para compreender a evolução planetária.
Vénus, apesar de ter massa e dimensões semelhantes às da Terra, está coberto de vulcões mas não possui placas tectónicas, o que o torna um caso de estudo único sobre como um planeta gémeo da Terra pode evoluir para um estado completamente diferente.
Por outro lado, a lua Io é o corpo com maior atividade vulcânica do sistema solar, possuindo mais de 400 vulcões ativos alimentados pelas intensas forças de maré causadas pela proximidade com Júpiter.
A presença de lavas extremamente quentes em Io permite aos cientistas observar condições que não existem na Terra há milhares de milhões de anos, funcionando assim como uma janela para o passado remoto do nosso próprio planeta.
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