Este estudo visa construir um modelo explicativo multifatorial para identificar perfis de vulnerabilidade e informar estratégias de prevenção.
Alberto Crego, investigador no Centro de Investigação em Psicologia (CIPsi) da Universidade do Minho (UM), coordena um projeto que pretende investigar os padrões, os preditores e os perfis do uso problemático das redes sociais entre os jovens em Portugal.
Embora o uso das redes sociais faça parte do quotidiano, o seu uso excessivo e compulsivo tem vindo a ser associado a efeitos negativos na saúde mental, tais como ansiedade, depressão, baixa autoestima, dificuldades no sono e baixo rendimento académico.
Apesar da relevância crescente deste fenómeno, ainda não foi conduzido em Portugal nenhum estudo nacional representativo para estimar a sua prevalência. O projeto liderado por Alberto Crego irá preencher esta lacuna ao realizar o primeiro inquérito epidemiológico nacional junto de uma amostra representativa de jovens entre os 15 e os 24 anos.
“O objetivo é construir um modelo explicativo multifatorial que revele não só quem está mais vulnerável ao uso problemático, mas também porquê”, explica o investigador.
Os resultados permitirão fornecer dados robustos e aplicáveis para informar políticas públicas e estratégias de prevenção em saúde mental e comportamento digital juvenil.
Este projeto foi financiado pela Fundação ”la Caixa” e pretende contribuir para uma compreensão mais profunda da relação entre a juventude e a tecnologia em Portugal, gerando um impacto social e científico significativo.
Saiba mais sobre o investigador em: CIPsi
