Este estudo foca-se na atividade dos neurónios para compreender como transformamos estímulos externos em ações positivas ou negativas.
Carina Cunha, investigadora no ICVS – Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde da Escola de Medicina da Universidade do Minho (UM), estuda os mecanismos de recompensa e aversão no cérebro.
O seu trabalho centra-se no núcleo accumbens, também conhecido como estriado ventral, uma área central no circuito de recompensa do cérebro que processa a informação que recebemos do ambiente.
Esta investigação procura assim compreender como o cérebro transforma os sinais que recebemos diariamente em comandos que nos levam a procurar uma recompensa ou a evitar estímulos negativos que ponham em causa o nosso bem-estar.
Recorrendo a modelos experimentais, a equipa de Carina Cunha observa como os animais percecionam estímulos específicos, como comida ou dor, e os convertem em ações concretas.
Em simultâneo, os investigadores analisam a atividade neuronal do cérebro para perceber como estas células processam a informação e a tornam significativa.
O objetivo é mapear estes circuitos associativos para desvendar as bases biológicas das escolhas comportamentais e das respostas a estímulos negativos.
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