Ao usar quimioterapia para isolar um tumor e prevenir que este se desenvolva. Tal como um buraco negro aprisiona toda a matéria que nele entra.
Gil Gonçalves, investigador no Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Aveiro (UA) e no Centro de Tecnologia Mecânica e Automação (TEMA), inspirou-se na física de buracos negros para desenhar possíveis tratamentos oncológicos.
O principal objetivo deste trabalho é usar quimioterapia para enfrentar um dos grandes problemas nas terapias oncológicas: a grande heterogeneidade no tratamento de diversos pacientes, devido às suas próprias características e à diversidade biológica dos tumores.
Para enfrentar este desafio, a equipa de Gil Gonçalves decidiu procurar na natureza, mais concretamente na física de buracos negros, uma solução biológica que permitisse desenvolver um modelo terapêutico capaz de se adaptar a cada paciente.
De uma maneira simplista, um buraco negro consiste num sistema em que todas as massas que são aprisionadas no seu interior ou são destruídas ou ficam para sempre presas.
A ideia deste trabalho foi transpor esta dinâmica de um buraco negro para um sistema biológico onde fosse possível definir uma zona de interesse no corpo do paciente, por exemplo, no local onde ocorre um tumor, e fazer com que tudo o que esteja dentro da região de interesse seja eliminado de forma efetiva, aprisionando o tumor e não permitindo que este se desenvolva ou metastize.
Desta forma seria possível transformar o cancro numa doença crónica ou até mesmo erradicá-lo na sua totalidade, permitindo que o doente oncológico entre em remissão.
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