As cascalheiras superficiais funcionam como ecossistemas vitais que albergam fauna única e que servem de abrigo contra eventos climáticos.
Rita Eusébio, investigadora no CE3C – Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), dedica-se ao estudo de habitats subterrâneos superficiais, conhecidos como cascalheiras ou coluviões.
Estes locais funcionam como uma ligação entre a superfície e o mundo subterrâneo profundo, servindo de refúgio climático para invertebrados que fogem de condições extremas no exterior.
Durante uma amostragem sazonal na Serra de Aire e Candeeiros, a equipa de Rita Eusébio utilizou armadilhas modificadas para capturar algumas das espécies que habitam nestas cascalheiras.
Este trabalho resultou na descoberta e na descrição de uma nova espécie de bicho-de-conta num habitat subterrâneo em Alcobertas, no concelho de Rio Maior. Uma espécie que até ao momento se crê ser endémica daquele local.
Rita Eusébio sublinha o elevado potencial que estes locais têm para a descoberta de novas espécies.
Estes habitats são críticos para a conservação da biodiversidade face às alterações climáticas, mas em Portugal permanecem largamente inexplorados.
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