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Ep. 2305 Ana Luísa Rodrigues – Tecnologia nuclear utiliza quartzo como “cronómetro” para datar e autentificar obras de arte

September 11, 2026

Esta técnica permite medir a energia acumulada na rede cristalina dos grãos de quartzo para confirmar a sua idade e identificar os processos de produção de obras de arte históricas.


Ana Luísa Rodrigues, investigadora no Departamento de Engenharia e Ciências Nucleares do Centro de Ciências e Tecnologias Nucleares (C2TN) do Instituto Superior Técnico (IST), utiliza grãos de quartzo para datar e autentificar obras de arte.

O quartzo tem uma capacidade de acumular energia na sua rede cristalina ao longo do tempo devido a imperfeições estruturais. No entanto, sempre que é exposto à luz solar ou a temperaturas elevadas, este funciona como uma bateria que se esvazia, perdendo toda a energia acumulada.

Após esta exposição, se o grão for guardado ele fica apenas exposto à radiação ambiente e a sua contagem recomeça.

Isto significa que ao medir a quantidade de energia acumulada na estrutura cristalina, é possível determinar com precisão há quanto tempo este grão de quartzo foi exposto a temperaturas elevadas.

Este método pode, por exemplo, ser usado para datar uma obra de arte.

Nesse sentido, Ana Luísa Rodrigues, trabalhou recentemente num projeto focado na análise de obras de arte atribuídas ao escultor italiano Della Robbia que se encontram expostas no Museu Nacional do Azulejo e no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa.

Este estudo permitiu não só confirmar a data e a origem de várias destas obras, mas também desvendar dados cruciais sobre algumas peças que estavam sob suspeita de serem falsas.

Embora estas falsificações fossem contemporâneas do autor, revelaram a utilização de matérias-primas e receitas de fabrico totalmente distintas das usadas por este mestre italiano, confirmando assim que eram mesmo falsas.

Saiba mais sobre a investigadora em: Linkedin | Researchgate | Google Scholar | C2TN

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